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Archive for Março, 2011

Sócrates vai mostrar a Cavaco uma das suas últimas vitórias: conseguiu ler o comunicado em inglês que o PPC enviou aos mercados.

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Edição de hoje do Inimigo Público:

– Cavaco inscreve-se em clínica para curar vício do Facebook
– Única foto do acordo do PEC 4 está no telemóvel de Angela Merkl
– Processo Face Oculta: robalos querem aparecer com voz distorcida
– Juiz Carlos Alexandre usa escutas a Sócrates como música ambiente para fazer Pilates
– Promessa de Portas se chegar ao Governo: desta vez vai tirar fotocópias de um lado e de outro para poupar
– Senhores do BCE já têm palavra-passe do blogue Corporações

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As manifestações de 12 Março são um evento e um vírus positivo que marcam o início de uma nova fase na revolta e na mobilização activa dos comuns para se reapropriarem do controlo das suas vidas e do seu futuro. Agora as organizações políticas e sociais, os poderes, as elites, terão que ter em conta a irrupção na praça pública dos “de baixo”, dos comuns, e da sua capacidade de associação, de convergência, de reclamação e de proposta. E da consciência conquistada de que as suas escolhas têm que contar nas políticas do futuro.

Resistindo à tentação fácil de canalizar um rio que felizmente saltou das margens que lhe foram impostas, por que não um movimento de participação e debate cidadãos, voltado para a construção concreta de alternativas que os poderosos não se cansam de insistir que não existem? Não uma vanguarda iluminada e disciplinadora, mas que dê voz aos comuns e aos saberes disponíveis para serem partilhados com os comuns. Não um movimento que seja “a” continuação do 12 Março, mas apenas um dos seus frutos.

É ou não o tempo de um movimento agregador de vontades cidadãs e de produção participada de novas alternativas e de novas políticas públicas? Vamos a isso?

 

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Eu vou participar no Protesto da Geração à Rasca. Porque esta é uma manifestação de todas as gerações. De todos os que sobrevivem cada dia e fazem de cada dia um recomeço. De todos os que não têm lugar cativo nas administrações, nos gabinetes do poder, na especulação bolsista ou nos offshores, nem são os boys do sistema. Dos que têm emprego e temem perdê-lo em nome duma economia sem pessoas. Dos que têm trabalho, mas não têm emprego. Dos que não têm trabalho nem emprego. Dos que só têm presente, porque lhes estão a roubar o direito ao futuro.
Podemos ter ideias diversas sobre as alternativas a esta ditadura dos mercados financeiros que inferniza as nossas vidas, estes novos deuses do dinheiro incensados por elites servis. Podemos até não ter ideias, que a coisa está difícil. Mas, como dizia o poeta José Régio, se “Não sei por onde vou, não sei para onde vou – sei que não vou por aí!”. O que já é um bom começo e razão bastante para participar no dia 12.
Porque não vens também?

http://geracaoenrascada.wordpress.com/

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Faz hoje 90 anos o mais antigo partido político português, o PCP. No dia 6 de Março de 1921, na sede da Associação dos Empregados de Escritório, em Lisboa, realizou-se a Assembleia que elegeria a direcção do PCP. Diferentemente de outros países europeus em que os partidos comunistas resultaram de cisões nos partidos socialistas e sociais-democratas, o PCP formou-se, não por cisão do Partido Socialista então existente, mas pela iniciativa de sindicalistas revolucionários e anarco-sindicalistas, militantes activos do movimento operário inspirados na revolução russa de Outubro de 1917.
Portador de um honroso património de resistência e luta contra a ditadura do “Estado Novo”, profundamente enraizado no mundo do trabalho, força política indissociável do processo da Revolução de Abril, o PCP enfrenta hoje os desafios de responder e definir o seu lugar na esquerda do novo século depois da derrocada da experiência dos países do chamado “socialismo real” que marcou o final do século XX.
O nosso voto é que o PCP saiba encontrar o seu caminho para ser, não apenas um espaço de resistência e protesto contra as políticas de direita e dos grandes interesses, mas um contribuinte efectivo para o debate necessário a uma larga convergência de forças da esquerda plural, gerador de uma alternativa ao modelo neoliberal dominante. É um voto exigente e cujo cumprimento é, naturalmente, incerto.
O assalto aos novos palácios de inverno do capitalismo contemporâneo reclama uma larga junção de forças, engenho e artes para a qual é necessário e desejável que conte o povo do PCP. Assim saiba o PCP não ficar apenas confinado à celebração do seu património e passado honrosos, tornados fortaleza contra um mundo adverso e em mutação acelerada, mas saiba ocupar o seu lugar no necessário movimento colectivo à esquerda de construção de um projecto renovado, transformador e libertador para o novo século.
Empreitada tamanha e tão exigente que exige certamente a assumpção crítica da experiência do passado,mas igualmente o concurso de muitas e diversas forças e visões, a abertura de portas e janelas, a contaminação de experiências e saberes.

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E foi assim que a representação da revolta dos comuns irrompeu portas adentro de um acomodado e medíocre festival da canção que se preparava para ser mais do mesmo, supondo destinar a Jel & Cª tão só o lugar de peninha no chapéu para introduzir algum picante na apagada e vil tristeza do costume. Só que os “Homens da Luta” deram a volta por cima, viraram o feitiço contra o feiticeiro, ganharam com o voto do público contra a maioria dos júris regionais convenientemente seleccionados e instalados, e não se esqueceram até de lembrar a manifestação da “Geração à Rasca” do próximo dia 12 de Março. Uma agradável surpresa. Ou como, nestes tempos de chumbo e servidão, faíscas irrompem do ventre das artes e do espectáculo, primeiro com os Deolinda, agora com Jel & Falâncio, para animar a malta e a mobilização dos comuns contra o egoísmo e a ganância corrupta dos poderosos. Afinal, como diz a canção, a luta (também) é alegria. Sem nos levarmos demasiado a sério. Aceitando, como os “Homens da Luta”, confrontar com humor os nossos próprios estereótipos do combate social e político.

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