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Archive for Julho, 2013

o inútil farol

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    Cavaco, a governar desde 1985

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Cavaco finalmente dixit. Para defender a suspensão da democracia política até se concluir o actual programa troikista, não vá o diabo tecê-las e os cidadãos decidirem em eleições que não gostam deste remédio. E para confessar o fracasso da direita, ao manifestar que já nem ele próprio acredita no futuro desta patética coligação governativa que apadrinha. Pelo que lhe resta, em desespero de causa, e por isso, recorrer à estafada proposta de um acordo de “salvação nacional” para salvar a fracassada política de austeridade que tranquilize os “mercados” e prossiga o empobrecimento da maioria.

O pior presidente que a democracia portuguesa até hoje suportou, padrinho do pior governo, veio afinal confirmar o que já sabíamos: para esta gente, e para os comentadores situacionistas que logo se babaram com a proposta, a democracia dos cidadãos acabou e já só conta a democracia dos mercados. Ou seja, o que importa é imaginar propostas que contentem bolsas, banqueiros, rentistas, grandes accionistas, fundos de investimento, demais especuladores e toda a matilha que capturou o poder político. Na União Europeia e aqui. O que importa é prolongar a agonia e continuar o saque à boleia da dívida.

Do lado das esquerdas, fica também a evidência da incapacidade até agora de uma convergência activa para forjar alternativas políticas credíveis que dêem esperança, justifiquem e animem a maior mobilização social e popular que é preciso para correr com esta governação apodrecida. E a evidência da incapacidade e comprometimento com a austeridade de um PS que continua a fugir como o diabo da cruz de escolhas políticas claras, a sonhar em resolver a quadratura do círculo e não descola do seu comprometimento com o memorando. Assumindo assim a principal responsabilidade política pela falta de convicção no campo popular quanto à verdade e possibilidade de alternativas ao discurso e ao medo dominantes.

Como se viu ainda agora na rejeição parlamentar pelo grupo parlamentar do PS (com a honrosa excepção de alguns deputados socialistas que votaram a favor ou se abstiveram), ao lado do PSD e do CDS/PP, do projecto de resolução do BE pela renegociação urgente da dívida pública e pela denúncia do memorando, que também foi apoiado pelo PCP e pelo PEV.

Sim, a situação do país é dramática. Exige compromissos e convergências para defender o interesse nacional e encontrar soluções políticas. Que serão exigentes e difíceis. Só que o interesse nacional não é o interesse do sistema financeiro e dos sectores rentistas do grande capital que são beneficiários desta política. Interesse nacional é o interesse da maioria espoliada e sacrificada pela austeridade, pela abdicação da soberania e por uma governação em nome dos credores.

Compromissos e defesa do interesse nacional têm que ser por isso equacionados no quadro da construção de alternativas políticas claras e transparentes que separem as águas e possibilitem escolhas populares. A atitude em relação ao memorando e à renegociação da dívida é uma pedra de toque incontornável. O trabalho, o Estado Social, a democracia, a vida e o futuro das pessoas que fazem este país são parte desse interesse nacional e não podem ser sacrificados no altar da dívida.

Um pantanoso “acordo de salvação nacional” que afogue a democracia, a política e o futuro num bloco central de interesses alargado em que o PS seja a bóia de salvação temporária de uma direita naufragada e de uma governação fracassada pode tentar alguns como anestésico temporário. Não nos livra porém desta agonia nem da caminhada para o abismo. Como se viu já noutras paragens. Quem disse que não somos a Grécia?

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Stôra

 

– Stôra?
– Sim, Pedro?
– Já lhe disse que trouxe uma maçã verde para si hoje?
– Oh, Pedro… Que amoroso… Obrigada.
– Stôra?
– Sim, Pedro?
– Posso ir ao quadro?
– Para quê, Pedro?
– Tenho aqui uma equação que gostava que me ajudasse a resolver.
– Ai, sim?
– Sim. Pedi ajuda ao Vitor mas ele não conseguiu. Acha que pode?
– Vamos ver.
– Stôra?
– Sim, Pedro?
– Obrigado, Stôra.
– Obrigado por quê?
– Por me desenrascar mais uma vez.
– Ó Pedro, deixe-se de coisas. Estamos cá para isso.
– Stôra?
– Sim, Pedro?
– Não se esqueça de levar a maçã.
– Não é envenenada, pois não? (risos)
– Ó Stôra… (risos) Acha?!

 

 

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