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Archive for the ‘Músicas’ Category

Pete Seeger, que acaba de falecer aos 94 anos, é um Homem com H grande cuja história vale a pena contar aos nossos netos. Um dos maiores cantores e compositores da música popular americana e universal. Activista corajoso pelos direitos sociais, cívicos e políticos. Esteve na luta contra o nazi-fascismo, na oposição à caça às bruxas anti-comunista do macartismo dos anos 50, na oposição à guerra do Vietname e nas lutas pela paz, no movimento pelos direitos cívicos e contra o racismo nos anos 60, nas manifestações do Occupy Wall Street contra a ditadura do sistema financeiro. E sempre, sempre, coerente, corajoso e modesto, cidadão na multidão, do lado dos de baixo, dos humilhados e ofendidos. E sempre cantando as suas notáveis canções. E sempre devolvendo-nos esperança num mundo melhor. E nunca desistindo.

Cantemos as suas canções. que nos inspiram na caminhada da vida e nos dão vontade de ser mais generosos e solidários. Contemos a sua história. Para que os heróis e referências do futuro não sejam os pigmeus que nos infernizam a vida. Ou personagens menores das chamadas histórias de sucesso mercantil. Que nem notas de rodapé deveriam merecer no registo da marcha dos humanos.

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A Direcção do PS acaba de manifestar a sua irrelevância para a oposição política e social à governação actual. A decisão agora tomada de abstenção quanto à votação na generalidade do Orçamento de Estado mais destrutivo e anti-social desde o 25 de Abril, com o objectivo confessado de empobrecimento declarado do país e de conversão de Portugal num protectorado do casal Merkozy, retira ao PS capacidade de manobra e de pressão até para negociar eficazmente com a maioria as pindéricas propostas de pormenor que publicitou e com que pretende, no debate parlamentar na especialidade, disfarçar aquilo que fica cada vez mais à vista de todos:

A falta de comparência do PS nos trabalhos da oposição, que não certamente de muitos socialistas, a sua rendição ao dogma ultraliberal de que “não há alternativa”, e a sua escolha de continuar refém do “centrão”. O que empobrece e enfraquece a democracia, porque fragiliza a produção e o confronto de alternativas políticas que canalizem e exprimam o conflito social.

Mesmo considerando as culpas pesadas que o PS carrega quanto aos males actuais do país e o seu comprometimento no programa da troika, que pode justificar a decisão táctica de afirmarem desde já o seu apoio disfarçado a um orçamento que vai muito mais além, através desta abstenção? Como conciliam isso com a apresentação de algumas propostas na especialidade com que pretendem amenizar a dureza dos cortes anti-sociais previstos, e quando está em marcha a preparação de uma greve geral convocada conjuntamente pela CGTP e pela UGT tendo por causa primeira as medidas do Orçamento de Estado? Não é uma evidência que assim estão a fragilizar a capacidade negocial e de pressão sobre o PSD para que recue e negoceie na especialidade as medidas mais gravosas? Não é o mesmo que dizer ao Governo “estejam descansados, que isto é só para calar o pagode e a nossa má consciência”?

Mesmo no contexto das erráticas, cúmplices e equívocas posições do PS na actual crise, não seria mais eficaz que votassem agora contra na generalidade, para alargar o espaço de manobra e de negociação na especialidade e para que, com suporte no movimento de protesto social e laboral em curso e em convergência com a restante oposição, pudessem conseguir algum recuo da maioria de direita, reservando o seu voto definitivo para a votação global e final do Orçamento de Estado?

O PS vem assim dizer-nos que, excepto nos detalhes (que neste caso não são o diabo), estaria disponível para fazer no governo o mesmo que o PSD/CDS, que não tem alternativa política para oferecer aos portugueses nem quer ser parte da sua construção, que escolhe navegar nas mesmas águas da actual maioria e aspira a ser mais adiante parte de um governo de bloco central travestido de governo de salvação nacional. Tudo devidamente embrulhado no discurso respeitável e politicamente correcto da “responsabilidade”, da “coesão nacional” e do “interesse nacional”, e alimentado das cumplicidades e reuniões privadas de Seguro e Passos Coelho. Sem que publicamente o PS se deixe de queixar amargamente de ser maltratado e desconsiderado pela maioria governativa, assim substituindo compensando a fuga a discordâncias de fundo pelas discórdias na forma com que nos quer entreter.

Mas o conflito, a oposição e o movimento social contra este rumo político que pretende submeter por inteiro os povos, a política e a democracia aos criminosos mercados financeiros em rédea, não param por esta falta de comparência do PS.

Como canta Jorge Palma, “a gente vai continuar”. Com a “raiva a nascer-nos nos dentes”, como diz Sérgio Godinho. A converter a indignação e a cólera em energia positiva e a investi-la na busca da luz ao fundo do túnel e na construção de alternativas de esperança. Para que o cifrão não escravize e comande as nossas vidas.

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Hoje (ver aqui a notícia do Jornal de Negócios) os juros da dívida soberana portuguesa a 10 anos atingiram o valor mais alto desde a entrada de Portugal no euro – 10,441%. E a cinco anos, chegaram aos 112,83%. É fartar, vilanagem. E o INE (ver aqui) anuncia a maior queda do consumo interno desde 1977 (pudera!) no primeiro trimestre deste ano, que as melhorias nas exportações não podem obviamente compensar, a inevitável recessão económica e o maior desemprego desde há décadas.

Bem prega Frei Tomás, perdão, Passos Coelho, desdobrando-se em promessas e garantias aos “mercados”, a quem dirigiu as primeiras palavras de vencedor garantindo que podiam contar com ele e que estivessem calmos, que Portugal não é a Grécia, nós somos cordeiros e sensatos, cidadãos cumpridores e incapazes de levantar a voz aos donos que nos alimentam. Na boa companhia do Presidente da República que não se cansa também de repreender os que ofendem os “mercados”, nossos amigos sem rosto.

Todavia e pelos vistos, Roma, perdão, os “mercados”, são ingratos, mesmo para tais devotos. Aí está a lógica de darwinismo social dos mercados financeiros a mandar às urtigas a capa de boas intenções com que os ultraliberais domésticos se protegem, para consumo interno. Porque em inglês, no Finantial Times ou no Wall Street Journal, não se coíbem de fazer voz grossa e de proclamar que querem ir mais longe que a troika, querem fazer e acontecer. Sempre fortes com os fracos e fracos com os fortes. Como sabem os “mercados”, reis e senhores da União Europeia, do BCE e dos capatazes agora eleitos por cá pelos portugueses para tomarem conta da paróquia. Há que aproveitar e bater no leão enquanto está fraco e ferido, há que o sangrar (leia-se, subir os juros) enquanto rende.

Mas por cá as elites dos grandes interesses ainda se indignam contra os perigosos agitadores de esquerda que exigem a auditoria de toda a dívida pública nacional (leia-se, análise e reconhecimento do seu valor real) e que reclamam que seja agora, e não quando Portugal estiver ainda pior, com menos capacidade negocial, completamente sangrado e falido, que seja accionada a reestruturação da dívida externa. Ou seja, que se exija a negociação clara de prazos e juros compatíveis para o cumprimento das obrigações internacionais e se recusem juros e condições usurárias enquanto é tempo. Em vez de esperar que os “mercados” sangrem primeiro e completamente a vítima.

Vale por isso a pena citar o excerto de mais uma crónica de um conhecido economista e Prémio Nobel da Economia (em tradução livre e nossa), fazendo uma crítica frontal às receitas e medidas contra a crise que os poderes públicos, na Europa como nos Estados Unidos estão a adoptar:

Embora pareçam variar, as receitas administradas pelos conselheiros da austeridade punitiva têm uma coisa em comum: proteger os interesses dos credores a qualquer preço.

Quem são esses credores de que estamos a falar? Não são pequenos empresários nem trabalhadores arduamente empenhados na labuta quotidiana. Os únicos beneficiários destas políticas de austeridade são os rentistas: banqueiros e proprietários de grandes carteiras de títulos.

Mas a realidade crua destas políticas de protecção dos credores é que estão a destruir a economia. Este é um jogo de soma negativa, em que a tentativa de proteger os rentistas de quaisquer perdas financeiros causa prejuízos ainda maiores para toda a sociedade.

A única maneira de conseguir uma recuperação económica real é parar de jogar esse jogo.”

Sim, é Paul Krugman. A crónica do New York Times – “Rule by Rentiers podem lê-la na íntegra aqui.

Não há só gaivotas em terra, quando um homem se põe a pensar, como cantou José Afonso. Nem apenas o caminho para o cadafalso que nos pregam.


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De vez em quando, a RTP lembra-nos que também é serviço público, e que serve para alguma coisa o que somos obrigados a pagar. Foi assim com a série em três episódios Maior que o pensamento, apresentada em horário nobre durante três dias no período de celebração da Revolução de Abril.

Estão de parabéns Joaquim Vieira e toda a equipa que produziu este notável documentário sobre José Afonso. Cantor, poeta e criador genial. Revolucionário generoso, íntegro, humano e solidário. Maior que o pensamento. Ainda sem o tributo e a homenagem nacionais que o seu génio, a sua obra e a sua humanidade merecem.

José Afonso. De quem Gunther Walraff, esse grande jornalista apaixonado pela Revolução Portuguesa, diz no documentário que “ele falava como vivia, sem haver contradição”. Que grande inspiração de vida e que melhor confronto com os que hoje, “do alto império” prometem “um mundo novo” enquanto se acolhem à sombra e proveito dos interesses instalados.

José Afonso. Que José Mário Branco, num comovido e rigoroso testemunho, definiu pelo seu  “sentido da justiça, da decência e da solidariedade. Um revolucionário”.

José Afonso. Que no seu último concerto no Coliseu dos Recreios, já gravemente atingido pela doença que o vitimou, rodeado de amigos que com ele cantaram e desbravaram os caminhos do canto novo em português, se transfigurou, superando as limitações da sua condição física para dar aos outros o melhor de si e da sua arte. E para cantar premonitoriamente essa notável Balada de Outono “Águas das fontes calai, ó ribeiras chorai, que eu não volto a cantar”.

José Afonso. Como soube sintetizar Sérgio Godinho, seu companheiro de muitas lides e cantos, no encerramento do último dos três episódios, “o Zeca abriu janelas onde nem paredes havia“.

Um apelo: que este documentário seja rapidamente editado e distribuído, para ser partilhado e fruído por muitos mais. Testemunho valioso de um ser humano e criador de eleição, que em tempos de crise e servidão nos restitui o orgulho e a esperança da condição humana.

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Quando os vampiros – que José Afonso denunciava cantando – voltam a atacar, cavalgando a crise e espalhando o medo, o que faz falta é avisar a malta! Uma boa maneira de celebrarmos o melhor da herança do 25 de Abril e da contemporaneidade dos seus valores, justo motivo de orgulho nacional, lição de mobilização popular, de criatividade e de cidadania.

E não, não somos todos responsáveis por igual pela frustração de sonhos e projectos, nem pelo défice ou pela dívida. Nem é inevitável o programa de destruição dos direitos sociais, de aumento do desemprego, da pobreza e da desigualdade, de transformação de Portugal em protectorado governado pelos credores, que os mesmos que nos têm (des)governado agora pregam com ar compungido e responsável, em vários tons, como expiação necessária (pelos outros) para salvação das nossas almas.

Porque inevitável é a vossa tia! E se fôssemos na conversa do “inevitável”, nem os militares do MFA tinham feito o levantamento militar do 25 de Abril, nem tinha havido o levantamento popular que consolidou e transformou a revolta em revolução, nem Maio tinha completado e impulsionado Abril.

E não, não é assim, que vamos lá, com o pretendido unanimismo de um falso “interesse nacional” com que os poderosos de sempre fazem pagar a factura dos seus privilégios e mordomias aos do costume.  Não, enquanto os novos vampiros do capital financeiro não pagarem a parte que lhes cabe. Não, enquanto não houver uma mais justa repartição da riqueza, para haver também uma mais justa repartição dos sacrifícios.

Sim, é possível! Como o 25 de Abril, há 37 anos provou. Mesmo sendo revolução inacabada. Como, aliás, todas as revoluções. Nas mãos das “gerações à rasca” de hoje estão as chaves do futuro. Vamos rejeitar o medo e as depressões. Essa a lição de Abril que vamos reter. Lembrando aqui o inexcedível e límpido poema de Sophia de Mello Breyner e uma canção apropriada desse cantor “maior que o pensamento”, José Afonso.

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner

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Porque hoje é sábado, aqui fica, em dose dupla, o Manifesto dos 74 nascidos depois de 74 e outro manifesto, este da minha geração, o poema de Natália Correia musicado e interpretado por José Mário Branco, a Queixa das Almas Jovens Censuradas. Um 2 em 1 que se justifica. Ou uma forma possível de dar testemunho de que a capacidade de resistência, de protesto e de esperança está a passar por aqui. Por quantos não abdicam de lutar pelo direito ao futuro e que recusam aceitar um presente sem direitos nem futuro.

O Inevitável é Inviável: Manifesto dos 74 nascidos depois de 74


Somos cidadãos e cidadãs nascidos depois do 25 de Abril de 1974. Crescemos com a consciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico. Soubemos resistir ao derrotismo cínico, mesmo quando os factos pareciam querer lutar contra nós: quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusava uma pensão ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, e a concedia a torturadores da PIDE/DGS; quando um governo decidia comemorar Abril como uma «evolução», colocando o «R» no caixote de lixo da História; quando víamos figuras políticas e militares tomar a revolução do 25 de Abril como um património seu. Soubemos permanecer alinhados com a sabedoria da esperança, porque sem ela a democracia não tem alma nem futuro.

O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde.

O primeiro eixo dessa ofensiva ocorre no campo do trabalho. A regressão dos direitos laborais tem caminhado a par com uma crescente precarização que invade todos os planos da vida: o emprego e o rendimento são incertos, tal como incerto se torna o local onde se reside, a possibilidade de constituir família, o futuro profissional. Como o sabem todos aqueles e aquelas que experienciam esta situação, a precariedade não rima com liberdade. Esta só existe se estiverem garantidas perspectivas mínimas de segurança laboral, um rendimento adequado, habitação condigna e a possibilidade de se acederem a dispositivos culturais e educativos. O desemprego, os falsos recibos verdes, o uso continuado e abusivo de contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário são hoje as faces deste tempo em que o trabalho sem direitos se tornou a norma. Recentes declarações de agentes políticos e económicos já mostraram que a redução dos direitos e a retracção salarial é a rota pretendida. Em sentido inverso, estamos dispostos a lutar por um novo pacto social que trave este regresso a vínculos laborais típicos do século XIX.

O segundo eixo dessa ofensiva centra-se no enfraquecimento e desmantelamento do Estado social. A saúde e a educação são as duas grandes fatias do bolo público que o apetite privado busca capturar. Infelizmente, algum caminho já foi trilhado, ainda que na penumbra. Sabemos que não há igualdade de oportunidades sem uma rede pública estruturada e acessível de saúde e educação. Estamos convencidos de que não há democracia sem igualdade de oportunidades. Preocupa-nos, por isso, o desinvestimento no SNS, a inexistência de uma rede de creches acessível, os problemas que enfrenta a escola pública e as desistências de frequência do ensino superior por motivos económicos. Num país com fortes bolsas de pobreza e com endémicas desigualdades, corroer direitos sociais constitucionalmente consagrados é perverter a nossa coluna vertebral democrática, e o caldo perfeito para o populismo xenófobo. Com isso, não podemos pactuar. No nosso ponto de vista, esta é a linha de fronteira que separa uma sociedade preocupada com o equilíbrio e a justiça e uma sociedade baseada numa diferença substantiva entre as elites e a restante população.

Por fim, o terceiro e mais inquietante eixo desta ofensiva anti-Abril assenta na imposição de uma ideia de inevitabilidade que transforma a política mais numa ratificação de escolhas já feitas do que numa disputa real em torno de projectos diferenciados. Este discurso ganhou terreno nos últimos tempos, acentuou-se bastante nas últimas semanas e tenderá a piorar com a transformação do país num protectorado do FMI. Um novo vocabulário instala-se, transformando em «credores» aqueles que lucram com a dívida, em «resgate financeiro» a imposição ainda mais acentuada de políticas de austeridade e em «consenso alargado» a vontade de ditar a priori as soluções governativas. Esta maquilhagem da língua ocupa de tal forma o terreno mediático que a própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada.

Por isso dizemos: queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!

Alexandre de Sousa Carvalho – Relações Internacionais, investigador; Alexandre Isaac – antropólogo, dirigente associativo; Alfredo Campos – sociólogo, bolseiro de investigação; Ana Fernandes Ngom – animadora sociocultural; André Avelãs – artista; André Rosado Janeco – bolseiro de doutoramento; António Cambreiro – estudante; Artur Moniz Carreiro – desempregado; Bruno Cabral – realizador; Bruno Rocha – administrativo; Bruno Sena Martins – antropólogo; Carla Silva – médica, sindicalista; Catarina F. Rocha – estudante; Catarina Fernandes – animadora sociocultural, estagiária; Catarina Guerreiro – estudante; Catarina Lobo – estudante; Celina da Piedade – música; Chullage – sociólogo, músico; Cláudia Diogo – livreira; Cláudia Fernandes – desempregada; Cristina Andrade – psicóloga; Daniel Sousa – guitarrista, professor; Duarte Nuno – analista de sistemas; Ester Cortegano – tradutora; Fernando Ramalho – músico; Francisca Bagulho – produtora cultural; Francisco Costa – linguista; Gui Castro Felga – arquitecta; Helena Romão – música, musicóloga; Joana Albuquerque – estudante; Joana Ferreira – lojista; João Labrincha – Relações Internacionais, desempregado; Joana Manuel – actriz; João Pacheco – jornalista; João Ricardo Vasconcelos – politólogo, gestor de projectos; João Rodrigues – economista; José Luís Peixoto – escritor; José Neves – historiador, professor universitário; José Reis Santos – historiador; Lídia Fernandes – desempregada; Lúcia Marques – curadora, crítica de arte; Luís Bernardo – estudante de doutoramento; Maria Veloso – técnica administrativa; Mariana Avelãs – tradutora; Mariana Canotilho – assistente universitária; Mariana Vieira – estudante de doutoramento; Marta Lança – jornalista, editora; Marta Rebelo – jurista, assistente universitária; Miguel Cardina – historiador; Miguel Simplício David – engenheiro civil; Nuno Duarte – artista; Nuno Leal – estudante; Nuno Teles – economista; Paula Carvalho – aprendiz de costureira; Paula Gil – Relações Internacionais, estagiária; Pedro Miguel Santos – jornalista; Ricardo Araújo Pereira – humorista; Ricardo Lopes
Lindim Ramos – engenheiro civil; Ricardo Noronha – historiador; Ricardo Sequeiros Coelho – bolseiro de investigação; Rita Correia – artesã; Rita Silva – animadora; Salomé Coelho – investigadora em Estudos Feministas, dirigente associativa; Sara Figueiredo Costa – jornalista; Sara Vidal – música; Sérgio Castro – engenheiro informático; Sérgio Pereira – militar; Tiago Augusto Baptista – médico, sindicalista; Tiago Brandão Rodrigues – bioquímico; Tiago Gillot – engenheiro agrónomo, encarregado de armazém; Tiago Ivo Cruz – programador cultural; Tiago Mota Saraiva – arquitecto; Tiago Ribeiro – sociólogo; Úrsula Martins – estudante

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